Perguntas e Respostas
Viager no Brasil (Modelo de venda imobiliária com renda vitalícia)
O viager é um modelo de venda imobiliária em que o proprietário vende seu imóvel, recebe um valor inicial e passa a receber uma renda mensal vitalícia.
Sim. Embora tradicional na França há mais de 200 anos, o modelo é juridicamente possível no Brasil com base no Código Civil (contratos de compra e venda com renda vitalícia).
Sim. Ele pode ser estruturado por escritura pública, com cláusulas de renda vitalícia, usufruto ou direito real de habitação, respeitando a legislação brasileira.
Proprietários, especialmente pessoas acima de 60 anos que desejam transformar patrimônio imobiliário em renda mensal.
Investidores pessoas físicas, family offices, fundos patrimoniais ou empresas interessadas em aquisição com pagamento programado.
Não. No modelo ocupado, ele continua morando no imóvel pelo resto da vida.
Somente no viager livre. No modelo ocupado, o direito de uso permanece com o vendedor.
Leva em conta:
Valor de mercado do imóvel
Idade do vendedor
Expectativa de vida estatística
Valor pago à vista
É o valor pago no ato da escritura, equivalente ao “bouquet” francês.
Sim, há um fator de longevidade. Porém, é um investimento imobiliário estruturado com desconto sobre o valor de mercado.
O risco é mitigado por garantias contratuais, como cláusula resolutiva e possibilidade de retomada do imóvel em caso de inadimplência.
Sim. Pode ser indexada por índices oficiais como IPCA ou IGP-M.
Não substitui, mas complementa significativamente a renda mensal.
Permite ao idoso acessar liquidez sem vender totalmente sua moradia no sentido prático.
Sim. A renda pode ser estruturada para durar até o falecimento do último cônjuge.
Sim. Os herdeiros devem ter ciência da operação, embora não possam anulá-la se estiver juridicamente correta.
Sim. Casas, apartamentos, imóveis comerciais e rurais podem ser estruturados.
Não necessariamente. O modelo já é estruturado como pagamento parcelado ao longo do tempo.
Muito. É um modelo de aquisição com desconto, pagamento diluído e potencial valorização imobiliária.
Sim. Cidades com alta valorização imobiliária como São Paulo, Rio de Janeiro e Belo Horizonte são especialmente estratégicas.
Depende do contrato. Pode ser dividido ou transferido ao comprador.
Normalmente o comprador, salvo cláusula específica.
Sim. Pode envolver parcerias com prefeituras ou secretarias de finanças para política pública de longevidade.
Sim. Permite reorganização patrimonial ainda em vida.
Sim. Uma empresa especializada pode intermediar, calcular renda atuarial e estruturar garantias.
Não. É um modelo de planejamento patrimonial de longo prazo.
Sim. Inclusive é estratégico em imóveis de alto valor, onde o desconto implícito é relevante.
A renda pode ter tratamento semelhante à renda vitalícia prevista no Código Civil, exigindo planejamento tributário.
Sim. O envelhecimento populacional cria forte oportunidade estrutural.
Porque une:
Proteção social ao idoso
Liquidez patrimonial
Oportunidade de investimento estruturado
Inovação no mercado imobiliário